O Poder das palavras

Acredito que todos nós em algum momento já ouvimos alguém falando a seguinte frase:

“A palavra tem poder.”

Sim, as palavras têm um poder incrível de nos levantar e também de nos derrubar dependendo do contexto, do momento, de quem ouvimos, etc.

Eu tenho várias histórias sobre palavras ou frases que foram ditas que caíram como uma “bomba” na minha cabeça. Que me fizeram questionar minha capacidade, que já me fizeram sentir raiva, tristeza, mágoa.

E por que isso? Porque no primeiro momento em que ouvimos uma frase ou algo que não esta de acordo com o que pensamos, ou com nossos valores, nossa reação é negativa. Sentimos que não merecemos ouvir aquilo.

– Não, eu não sou assim!

– Nossa! É assim que essa pessoa me vê?

E por aí vai…

Há tempos ouvi de um amigo: “Você precisa ter amor-próprio”.  

Oiii?? Travei! Meus sentimentos foram de indignação, vergonha (por estar ouvindo de um homem) que eu não tinha amor-próprio. Levei para um lado muito negativo aquela frase. Continuei a conversa com o “soco no estômago” e entendi que ele quis dizer que eu pensava demais nos outros e que, em muitos momentos da minha vida, deixei de fazer algo para mim em função de agradar ou satisfazer a vontade de outras pessoas. E, por essa razão, ele achava que eu não tinha amor-próprio.

Essa conversa poderia ter terminado muito mal se eu não pensasse e /ou entendesse a mensagem que ele queria me passar. Ele me fez refletir sobre minha vida e atitudes, sim, mas, também, sobre o quanto devemos ter cuidado ao conversarmos, aconselharmos ou até palpitarmos na vida do outro.

Ele não faz ideia do quanto essa frase ainda ecoa nos meus ouvidos. Mas também não tem ideia do quanto esse eco me impulsionou a olhar para dentro de mim e para o que estava ao meu redor e fazer mudanças significativas na minha vida.

E no trabalho…

Essa mesma situação acontece diariamente nos ambientes de trabalho. Quando alguém faz uma crítica (às vezes construtiva), nem sempre quem a recebe enxerga dessa forma. Como consequência, é comum que a pessoa criticada se sinta desvalorizada, desmotivada e, em alguns momentos, desrespeitada também.

Precisamos nos observar, quando numa posição de gestores ou líderes, de que forma estamos usando nossas palavras. E não estou aqui falando  sobre não falarmos com medo da interpretação, ou ficarmos cheios de pudores para dar um feedback.  Estou falando de consciência e também de empatia.  Nos colocarmos no lugar de quem vai ouvir é um bom exercício para avaliar como será nosso discurso.

Uma das pressuposições da PNL diz: “A responsabilidade da comunicação é do comunicador”.

Então, somos responsáveis por uma comunicação clara e efetiva, devendo ter muito cuidado com as palavras que dizemos, para que elas não gerem diversas interpretações.

Uma dica que para mim funciona bem e é algo que eu acredito muito é:  tudo que chega até nós é para o nosso aprendizado. Nem sempre só as coisas boas nos acrescentam. As broncas e críticas podem ser muito construtivas também.  Nas situações difíceis, eu sempre me pergunto:  “O que é para ser aprendido aqui?”.

 E você, como tem usado suas palavras?

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